Definido reajuste salarial dos trabalhadores na construção civil
De acordo com o presidente do Sintricomb, Renato José Lungen, o aumento ficou abaixo daquilo que a entidade buscava conseguir junto à classe patronal. “A expectativa nossa e dos próprios trabalhadores era de obter valor um pouco acima disso. Mas, infelizmente, até por falta da presença de trabalhadores nas assembléias, não conseguimos avançar mais nas negociações”, comenta ele.
No entanto, Lungen não considera o resultado das negociações negativo. Principalmente porque duas outras conquistas foram obtidas para a classe trabalhadora: piso salarial para mestre-de-obras e encarregado de empresa e a implantação de seguro de vida obrigatório, a ser pago pelas empresas, no valor mínimo de R$ 10 mil.
Segundo Lungen, o sindicato e os trabalhadores vinham buscando a conquista destes dois itens há mais de dez anos. “A empresa que não contratar até o dia 1º de julho esse seguro para seus funcionários, automaticamente assume a responsabilidade se vier a acontecer algum acidente grave e que o trabalhador perca a vida”, explica.
O presidente do Sinduscon disse que “há um bom relacionamento entre os dois sindicatos, o que permite que as decisões sejam tomadas de maneira rápida e sem prejuízos para ambas as partes”, discursou Ademir Pereira.
Os trabalhadores começam a receber os reajustes, que são retroativos ao mês de abril, a partir do próximo pagamento. As definições ficaram da seguinte forma: piso encarregado e mestre de obras (R$ 740 - R$ 3,36 a hora), piso profissional (R$ 620 - R$ 2,81 a hora), piso meio oficial (R$ 490 - R$ 2,22 a hora), piso servente (R$ 470 - R$ 2,13 a hora), subsídio esposa (R$ 47), prêmio freqüência (R$ 25,70), mensalidade sindical (R$ 31), subvenção patronal (R$ 4,70).